Porque vintage não é tudo

Ao longo dos anos e com condições de colheita semelhantes, a qualidade do vinho pode ser consistente e, nessas circunstâncias, a safra é menos preponderante. Se a cuvée for produzida por um produtor altamente qualificado, seria arriscado julgar uma safra como boa e outra de qualidade inferior.

E o oposto também é verdadeiro, pois uma boa colheita pode produzir um vinho de baixa qualidade, dependendo da propriedade. Portanto, a seleção de um vinho não pode e não deve se limitar a uma única safra. É claro que continua sendo uma referência para vinhos de guarda e para entender aqueles que sofreram com uma colheita ruim. 

As melhores safras de vinhos de Bordeaux – Quanto aos tintos, o 2016, o 2015 são ricos e aveludados, o 2010 será lembrado por sua potência e frescor, o 2009 é maduro, o 2005 por seu potencial de guarda, sem esquecer o 2000 e o 2001. 

https://www.vinoverace.com.br/vinhos-brancos

Para vinhos brancos secos, as melhores safras são 2007, 2010 e 2015, que podem ser guardadas na adega. Para vinhos doces, 2001, 2003, 2005, 2009 e 2018.

As melhores safras de vinhos da Borgonha – Para esta região, vamos lembrar das safras de 2012 a 2019, que consideramos anos excepcionais. 

Para vinhos tintos da Borgonha, 2015 é uma safra excepcional. 

Dos vinhos brancos da Borgonha, lembraremos do 2005, do 2006, do 2010, do 2017 com um belo equilíbrio e aromas finos, do 2018 e do 2019. 

Para os vinhos tintos do Vale do Loire, as safras da década de 2000 foram um grande sucesso. As safras de 2003, 2005, 2010, 2014 e 2016 são vinhos para guarda. As safras de 2009, 2010 e 2014 são excepcionais.